Arquidiocese de Montes Claros

O Concílio Ecumênico Vaticano II conceituou a diocese como “a porção do Povo de Deus confiada a um Bispo para que a pastoreie em cooperação com o presbitério, de tal modo que, unida a seu Pastor e por ele congregada no Espírito Santo mediante o Evangelho e a Eucaristia, constitua uma Igreja Particular, na qual verdadeiramente está e opera a Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja de Cristo” (Christus Dominus, 11).

O livro intitulado “Montes Claros: Sua História, Sua Gente, Seus Costumes”, escrito pelo médico e historiador Hermes Augusto de Paula, registra que “a religião católica é praticada em Montes Claros desde os princípios do século XVIII, quando Gonçalves Figueira, transformando a sesmaria em fazenda, edificou, ao lado da sede, uma capela rústica, batida no barro, sob a invocação de Nossa Senhora”. Nesse período, Gonçalves Figueira, ao transformar uma sesmaria em fazenda, ergueu uma capela rústica, construída com barro ao lado da sede, dedicada a Nossa Senhora. O historiador diz respeito à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São José, assim a destaca como parte integrante dessa história. 

Na primeira metade do século XIX, a região que se tornaria a Diocese de Montes Claros fazia parte das áreas subordinadas ao arcebispado da Bahia, só alterando essa situação com a criação da Diocese de Diamantina em 1854. Apesar das melhorias ocorridas, desafios como as grandes distâncias e a escassez de padres e recursos persistiam.

A criação da Diocese de Montes Claros se deu no ano de 1910 pela Bula Postulat Sane do Papa São Pio X, por iniciativa de Dom Joaquim Silvério de Souza, bispo coadjutor de Diamantina, em 10 de dezembro. A proposta foi prontamente acolhida pelos religiosos Premonstratenses já presentes na região, que, utilizando o periódico religioso “A Verdade”, criado na futura sede do bispado, contribuíram para a concretização desse intento. No dia 8 de novembro de 1911, Dom João Antônio Pimenta assumiu como o primeiro bispo de Montes Claros.

A elevação à condição de Arquidiocese e Sede Metropolitana ocorreu em 25 de abril de 2001, por meio da Bula Maiori Christifidelium, concedida pelo Papa São João Paulo II. Dom João Antônio Pimenta liderou a Diocese de Montes Claros de 1911 a 1943, sendo seus sucessores: Dom Aristides de Araújo Porto (1943 – 1947); Dom Antônio de Almeida Morais Júnior (1948 – 1951); Dom Luis Vitor Sartori (1952 – 1956); Dom José Alves Trindade (1956 – 1988) e Dom Geraldo Majela de Castro, O.Praem. (1988 – 2007).

Com a elevação à Arquidiocese e Sede Metropolitana, Dom Geraldo Majela de Castro, O.Praem., tornou-se o primeiro Arcebispo Metropolitano (1988-2007), seguido por Dom José Alberto Moura, CSS. (2007-2018), Dom João Justino de Medeiros Silva (2018-2021) e, atualmente, Dom José Carlos de Souza Campos, que assumiu em 2023 como o quarto Arcebispo Metropolitano.

A Igreja Particular de Montes Claros (Arquidiocese de Montes Claros), localizada na região norte de Minas Gerais, abrange uma área de 45.520 km². De acordo com os dados do IBGE de 2022, a população da Arquidiocese é composta por 860.299 habitantes. Esta jurisdição eclesiástica engloba 40 municípios distribuídos em 12 foranias, com um total de 68 paróquias e 1092 comunidades de fé.

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