Seminário aborda o ensinamento da Doutrina Social da Igreja para os tempos atuais

Com mais de cem inscritos, a Arquidiocese de Montes Claros promoveu o Seminário sobre a Doutrina Social da Igreja, com a assessoria do Frei Olavo José Dotto (OFM), membro da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O encontro foi realizado de 05 a 07 de julho, na Casa de Pastoral, em Montes Claros/MG. O Seminário foi organizado pelo Vicariato para a Ação Social, com o tema: “O ensinamento da Doutrina Social da Igreja para os tempos atuais.

Para o Frei Olavo Dotto, um dos objetivos do seminário foi mostrar que a Doutrina Social da Igreja não é algo estático. “A doutrina não é estática, ela procura sempre se atualizar, faz uma leitura da realidade e procura dizer qual a responsabilidade do ser humano e como nós à luz da fé podemos buscar soluções”.

O sacerdote ressalta que a Doutrina Social da Igreja é “a atualização do Evangelho que nos chama a cuidar da fragilidade à luz da fé. É a Palavra de Deus tornada vida no nosso cotidiano”.

A Doutrina Social da Igreja é um ensinamento para todos e não apenas para um grupo, observa Frei Olavo Dotto. “Cuidar da fragilidade não é prerrogativa de um grupo; é de toda a igreja. Cuidar do pobre, do excluído, do inviabilizado deve ser um compromisso de todos”.

De acordo com o Frei, um dos desafios da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB é tornar a Doutrina Social da Igreja conhecida por todos os batizados e batizadas. “Quando o cristão toma consciência que o conteúdo dessa doutrina nada mais é do que o amor de Deus para conosco, que é a essência do Evangelho, isso nos ajuda a superar as intolerâncias, as indiferenças, os ódios que se fazem presentes. Quando a Doutrina Social da Igreja é assumida, é conhecida, a gente supera as polarizações”.

Irmã Marina Francisco Gardim, coordenadora do Secretariado Arquidiocesano para a Assistência Social, espera que o Seminário de Doutrina Social da Igreja ajude a reavivar as pastorais sociais na Arquidiocese de Montes Claros. “Nós sempre fomos muito ativos como arquidiocese nas pastorais sociais, mas nos últimos anos a gente teve uma desarticulação em muitas paróquias. Muitas pastorais sociais praticamente morreram ou estão sobrevivendo”, afirmou a religiosa.

Segundo Irmã Marina, o Vicariato para a Ação Social deseja cada vez mais trabalhar na formação das pastorais sociais. “O desejo da arquidiocese é dar formação para que a gente possa fazer um caminho de reavivamento, de fomentar o retorno e também o nascimento, se for o caso, das pastorais sociais nas paróquias onde elas estão ausentes”.

O Diácono Geraldo Magelo Martins, coordenador do Secretariado Arquidiocesano para as Pastorais Sociais, é um dos responsáveis pelo desenvolvimento das pastorais sociais na Arquidiocese de Montes Claros. Para ele, o seminário é um impulso para a formação e multiplicação de agentes em toda a arquidiocese. “Precisamos da formação para servir melhor, esses três dias de seminário precisam repercutir no quarto dia e depois trabalhando junto às foranias, conversando com os padres, com os conselheiros das paróquias para levar a Doutrina Social da Igreja e assim para cada vez mais encarnarmos o projeto de Nosso Senhor Jesus Cristo nas pessoas que sofrem”.

Um dos participantes do Seminário sobre a Doutrina Social da Igreja, César Ramos de Andrade, da Conferência São Vicente de Paulo, vê o encontro como uma base de sustentação para o trabalho desenvolvido nas pastorais sociais. “A oportunidade de participar de um seminário como este é única, não saímos daqui prontos, mas o seminário é um despertar, é uma maneira de incentivar as pessoas para que tenham a clareza necessária para um desempenho enquanto cristãos envolvidos dentro dos movimentos, o conhecimento do porquê da nossa missão, de que forma devemos levar isso adiante como seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

O Seminário sobre a Doutrina Social da Igreja também contou com as presenças do Vigário Episcopal para a Ação Social, Pe. Jair Pereira da Silva e do Arcebispo de Montes Claros, Dom José Carlos de Souza Campos.

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