“Isto vos ordeno: amai-vos uns aos outros e que no nosso amor haja um amor também, preferencial e prioritário, na direção dos mais pobres”. Este é o desejo de Dom José Carlos expresso aos três novos diáconos da Arquidiocese de Montes Claros.

André Ângelo Antunes Ribeiro, Rafael Oliveira Drummond e Ulisses Santos Silva foram ordenados diáconos pela imposição das mãos e oração concecratória do Arcebispo Metropolitano, Dom José Carlos de Sousa Campos, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Montes Claros (MG), na manhã do sábado, 15 de agosto.
Diante do altar, eles manifestaram publicamente o desejo de servir à Igreja, assumindo os compromissos próprios do ministério diaconal, entre eles a obediência ao Arcebispo, a vivência do celibato e a dedicação ao anúncio da Palavra.
Na homilia, que precedeu o rito de ordenação, Dom José Carlos destacou que o ministério diaconal se desenvolve a partir de três serviços: o serviço da Palavra, do altar e da caridade.
O Arcebispo enfatizou que é necessário colocar a Palavra de Deus no centro da vida de fé e do trabalho pastoral. “Precisamos ser uma Igreja animada pela Palavra de Deus”. Para Dom José Carlos, “ser servidor da palavra é permitir que o evangelho ilumine todas as nossas escolhas e desperte em nós gestos concretos de solidariedade, justiça e proximidade com os pobres”.
A importância de viver bem o mistério celebrado foi outro aspecto apontado pelo Arcebispo de Montes Claros. “É preciso que a gente cresça na capacidade de compreender mais para celebrar melhor”, afirmou, ressaltando que é tarefa dos novos diáconos ajudarem as comunidades neste aspecto.
Dom José Carlos também refletiu sobre a relação da liturgia com a piedade popular. “A piedade popular é também lugar ação do espírito e produz frutos de graça. A liturgia e a piedade popular não são opostas, mas devem caminhar em harmonia”.
O Arcebispo pediu aos então seminaristas que não desconsiderem as expressões piedosas do povo, mas que os ajudem a progredir, purificando o que for necessário, sem deixar de reconhecer a ação fecunda do Espírito Santo. “A piedade popular, além de enraizar-se nos símbolos e gestos que brotam da fé do nosso povo, ela precisa inspirar-se na Sagrada Escritura, precisa manter a centralidade de Cristo, precisa conduzir ao evangelho, precisa fortalecer o senso de igreja, precisa ser lugar onde se encontra Cristo no cotidiano”.
Em relação ao serviço caritativo, Dom José Carlos enfatizou que para manter a fidelidade absoluta ao Evangelho, não podemos jamais esquecer os pobres. “Não podemos ir adiante, deixando os pobres para trás ou caídos nas beiradas do caminho; e cuidar deles não apenas com atitudes assistenciais, mas na conversão permanente dos nossos corações, na busca pela transformação das estruturas injustas e no compromisso integral”, e acrescentou: “o diácono, portanto, é aquele que também acende no meio de nós esta sensibilidade, esta preocupação, este grito”.
Dom José Carlos concluiu a sua reflexão, afirmando aos três futuros diáconos que a Igreja espera que eles sejam “homens que ensinem a Palavra, homens que ajudem nossas comunidades a colocar a palavra no centro da missão. Homens também que sejam capazes, com beleza e profundidade, de presidir a liturgia, a deste tempo e a do tempo futuro que virá quando forem ordenados sacerdotes”.
Após a homilia, o Arcebispo deu continuidade ao rito de Ordenação Diaconal. Após a oração consecratória e a imposição das mãos, André, Rafael e Ulisses receberam as vestes diaconais e os símbolos próprios do ministério, sendo acolhidos pelo presbitério e pela assembleia sob forte emoção.
Ao final da celebração, o Diácono André Antunes, em nome dos demais, agradeceu ao Arcebispo, padres formadores, professores e colaboradores das casas formativas, bem como aos seus familiares e amigos.
O Diácono André Ângelo escolheu como lema: “Para servir e dar a vida”, o lema do Diácono Rafael é: “Em tudo amar e servir” e o Diácono Ulisses: “Permanecei no meu amor”.





