
A Arquidiocese de Montes Claros celebra, no próximo dia 25 de abril de 2026, o Jubileu de Prata pelos 25 anos de criação da Província Eclesiástica de Montes Claros e da elevação da Catedral à condição de Sé Metropolitana. A data recorda um marco decisivo na organização da Igreja no Norte e Noroeste de Minas Gerais: desde 2001, as dioceses de Montes Claros, Januária, Paracatu e Janaúba passaram a formar uma Província Eclesiástica, realidade que fortalece a comunhão e a ação pastoral conjunta entre essas Igrejas particulares.
Com essa nova configuração, Montes Claros foi elevada à condição de Arquidiocese e tornou-se a sede da Província Eclesiástica. Seu bispo passou, então, a exercer a missão de Arcebispo Metropolitano, com a responsabilidade de promover a unidade entre as dioceses, incentivar a colaboração pastoral e acompanhar mais de perto a vida e a missão da Igreja em toda a região.
A programação comemorativa acontecerá na Catedral Metropolitana de Montes Claros, com início às 9h, com o Momento Mariano, que contará com a entronização da Imagem de Maria Mãe da Igreja e de São João Paulo II, seguido da recitação do Santo Terço pelos Arautos do Evangelho. Em seguida, às 10h, será celebrada a Santa Missa Solene em ação de graças. A celebração contará ainda com a concessão de indulgência plenária, concedida pelo Papa Leão XIV, aos fiéis que participarem de toda a programação e cumprirem as condições estabelecidas pela Igreja: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Santo Padre.
A importância da Província Eclesiástica

A Província Eclesiástica, conforme o Código de Direito Canônico, é uma estrutura que reúne dioceses de uma mesma região com o objetivo de promover a comunhão e a colaboração pastoral entre os bispos. À frente dessa organização está o Arcebispo Metropolitano, que exerce um papel de unidade e coordenação.
No Norte e no Noroeste mineiro, a Província Eclesiástica de Montes Claros é composta por quatro dioceses: Montes Claros (1910), Januária (1957), Paracatu (1962) e Janaúba (2000). Atualmente, essas Igrejas particulares são conduzidas por seus respectivos pastores: na Arquidiocese de Montes Claros, o Arcebispo Metropolitano, Dom José Carlos de Souza Campos; na Diocese de Paracatu, Dom Jorge Alves Bezerra, SSS; na Diocese de Januária, Dom Dorival Souza Barreto Júnior; e na Diocese de Janaúba, Dom Roberto José da Silva.
Desde sua criação, essas dioceses caminham em comunhão, fortalecendo ações evangelizadoras e pastorais em toda a região, sob a coordenação da sede metropolitana em Montes Claros.
Um caminho de fé e história
A presença da Igreja em Montes Claros remonta ao século XVIII, com a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora, sinal da fé que acompanhou o desenvolvimento da região. Ao longo dos anos, a organização eclesial foi se estruturando, passando da dependência do arcebispado da Bahia à Diocese de Diamantina, até a criação da Diocese de Montes Claros, em 1910, por meio da Bula Postulat Sane, do Papa São Pio X.
A instalação da Diocese ocorreu em 1911, com a posse de seu primeiro bispo, Dom João Antônio Pimenta, iniciando uma trajetória marcada pela dedicação pastoral e pelo crescimento da Igreja local.
O grande marco histórico veio em 25 de abril de 2001, quando, por meio da Bula Maiori Christifidelium, o Papa São João Paulo II elevou Montes Claros à condição de Arquidiocese e Sede Metropolitana, criando oficialmente a Província Eclesiástica.





