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Dom José Carlos anuncia início do processo de beatificação da Madre Maria Angélica no Carmelo de Montes Claros

A alegria pascal que já desponta no horizonte do 5º Domingo da Quaresma iluminou, de modo muito particular, a celebração eucarística realizada no dia 22 de março, no Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI, em Montes Claros. Em um ambiente marcado pelo silêncio fecundo da vida contemplativa, a Santa Missa presidida por Dom José Carlos reuniu as monjas carmelitas e fiéis em um momento de profunda comunhão, oração e ação de graças.

Ao final da celebração, Dom José Carlos partilhou com a assembleia uma notícia que encheu de júbilo não apenas o Carmelo, mas toda a Igreja particular de Montes Claros. Recordando a Solenidade de São José, celebrada no dia 19 de março, o arcebispo anunciou que, nesta data tão significativa, chegou da Santa Sé o nihil obstat, autorizando oficialmente a abertura do processo diocesano de beatificação da Madre Maria Angélica da Eucaristia, madre fundadora do Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI.

É importante ressaltar que a concessão do nihil obstat é um reconhecimento de que a vida da Madre Angélica pode ser proposta à investigação da Igreja como testemunho de santidade, abrindo caminho para que sua história, suas virtudes e sua entrega a Deus sejam conhecidas mais profundamente. A partir deste momento, ela passa a ser chamada Serva de Deus, título que marca o início de um caminho eclesial exigente, mas repleto de esperança.

O anúncio, recebido com emoção pela comunidade, ecoou rapidamente além dos muros do mosteiro. Ainda no dia 22 de março, o comunicado foi publicado nas páginas oficiais das monjas Carmelitas dos Carmelos no Brasil, bem como no Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI, sendo também partilhado pelos canais de comunicação da Arquidiocese de Montes Claros, ampliando a alegria e convidando os fiéis à oração.

Diante deste momento histórico, Dom José Carlos convidou todos a se unirem em oração pelo bom êxito do processo e a recorrerem, com confiança, à intercessão da Serva de Deus Madre Maria Angélica da Eucaristia, para que, segundo a vontade de Deus, sua vida se torne cada vez mais conhecida e fecunda para toda a Igreja.

Serva de Deus Madre Maria Angélica da Eucaristia

Madre Angélica. Arquivo: Carmelo de Montes Claros

Neste contexto de graça, a Igreja volta seu olhar para a trajetória luminosa da Serva de Deus Madre Maria Angélica da Eucaristia. Nascida como Sophia Maria Esteves de Mello, em 23 de dezembro de 1931, na cidade de Grão Mogol( MG), destacou-se ao longo de sua vida como uma mulher de profunda fé, amor incondicional à Igreja, dedicação absoluta à vida religiosa e amor ao próximo. Desde a infância, demonstrou inclinação à vida espiritual, vivendo com humildade, caridade e espírito de serviço, características que marcaram toda a sua trajetória de vida.

Linha do Tempo Madre Angélica. Arquivo: Carmelo de Montes CLaros

Influenciada pela espiritualidade de Santa Teresa de Lisieux, e movida por um profundo desejo de consagração a Deus, Sophia Maria Esteves de Mello ingressou no Carmelo Nossa Senhora Aparecida, em Belo Horizonte, no dia 12 de dezembro de 1950. No dia 17 de junho de 1951, recebeu o Santo Hábito, assumindo o nome religioso de Irmã Maria Angélica da Eucaristia, em sinal de sua total entrega ao Senhor.

Após um período de intensa formação e vivência da regra carmelita, no dia 27 de julho de 1955, Madre Maria Angélica da Eucaristia professou seus votos solenes, consagrando-se definitivamente à vida de oração e sacrifício. No dia 6 de agosto do mesmo ano, em solene cerimônia pública, recebeu o véu preto de professa solene, consumando sua união esponsal com Cristo, conforme a tradição da Ordem do Carmelo, tendo Santa Elizabeth da Trindade como referência espiritual.

Na década de 1960, foi escolhida para integrar o grupo fundador do Carmelo de Olinda, onde permaneceu por aproximadamente três anos.

Em 1977, foi designada como Madre fundadora da fundação do Carmelo Maria Mãe da Igreja e Papa Paulo VI, em Montes Claros (MG). Enfrentando desafios financeiros e estruturais, guiou a comunidade com coragem e fé, tornando-se um pilar espiritual para as irmãs e os fiéis. Com empenho e destemor, iniciou e acompanhou a construção do mosteiro, sustentada apenas pela Providência Divina e pelo apoio da comunidade local.

Demonstrando visão missionária e zelo pela expansão do Carmelo, Madre Maria Angélica incentivou novas fundações. Em 1992, assumiu a primeira fundação do Carmelo de Montes Claros em Senhor do Bonfim (BA), enviando as irmãs para a nova comunidade em 1994.

Em 1998, promoveu o envio da primeira irmã brasileira ao Carmelo de Haifa, na Terra Santa, fortalecendo laços internacionais e contribuindo para a continuidade do carisma carmelita em outras partes do mundo.

No ano 2000 acolhendo um novo pedido promoveu a fundação do Carmelo em Coronel Fabriciano (MG).

Sua dedicação era marcada pela alegria no serviço, pela disposição em enfrentar desafios com serenidade e pela confiança irrestrita na Providência. Mesmo após concluir seu último triênio como priora em 2014, permaneceu ativa como vice-priora e mestra de noviças, acompanhando com carinho e sabedoria a formação das novas gerações.

Sua páscoa definitiva ocorreu em 2 de junho de 2018, em Montes Claros, em um sábado dedicado à Virgem Maria.

 

 

 

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