
A Arquidiocese de Montes Claros, por meio da Comissão Arquidiocesana da Pastoral Familiar, realizou o Encontro de Abertura das Atividades da Pastoral Familiar de 2026. O evento reuniu agentes de diversas paróquias da arquidiocese nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, no CAIC Maracanã, em um momento marcado pela espiritualidade, formação e partilha entre os participantes.
A programação teve início no sábado (28) com o acolhimento dos participantes e a apresentação das paróquias presentes, conduzida pela Comissão Arquidiocesana da Pastoral Familiar. Em seguida, foi realizado um momento de espiritualidade e dinâmica de integração, conduzido pelo diácono Paulo juntamente com o Núcleo de Formação e Espiritualidade.
Na sequência, os participantes acompanharam a palestra de abertura, ministrada pelo padre Antônio Brígido de Lima, assessor eclesiástico da Pastoral Familiar, com o tema “A Alegria do Amor na Família: o amor jamais acabará”, em referência aos dez anos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia. A reflexão destacou o protagonismo das famílias cristãs e a importância de viver o amor no cotidiano como testemunho na sociedade.
No domingo (1º), o encontro teve continuidade com a celebração da Santa Missa e um momento formativo conduzido pelo arcebispo metropolitano de Montes Claros, Dom José Carlos de Souza Campos.
Durante sua palestra, intitulada “Famílias que Evangelizam: o amor vivido como missão”, Dom José Carlos refletiu sobre o papel da família na transmissão da fé e na missão evangelizadora da Igreja. Em sua exposição, destacou que a família cristã é chamada a ser sinal do amor de Cristo no mundo. Ao abordar o sacramento do matrimônio, explicou que o amor entre o casal, iluminado pela fé, torna-se sinal do amor de Deus pela humanidade e do amor de Cristo pela Igreja. Como afirmou: “Quando o casal entende que o amor humano que circula entre eles é sinal do amor de Cristo pela Igreja, o matrimônio ganha um estatuto novo.”
Nesse sentido, ressaltou que a vocação da família é crescer continuamente na vivência do Evangelho, configurando a própria vida ao modo de Cristo. “Para ser pai, mãe, cônjuges, que imitem Cristo no seu modo de ser, de agir, de falar e de perdoar”, afirmou. O arcebispo também enfatizou que a Pastoral Familiar deve ser marcada pela proximidade, pelo acompanhamento e pelo discernimento das diversas realidades vividas pelas famílias.
Segundo Dom José Carlos, a missão da Igreja não é excluir, mas ajudar cada pessoa e cada casal a caminhar no processo de conversão e amadurecimento na fé. “Nós não temos motivo nenhum para dizer que o casal tal tinha que estar lá de fora. Nós temos que pôr esse casal por dentro”, destacou. Ele recordou ainda que a vida cristã nasce de um encontro pessoal com Jesus Cristo e explicou: “O caminho da fé começa com um encontro. Quem não fez esse encontro ainda está esquentando o carro na garagem.” Quando essa experiência é vivida de forma autêntica dentro da família, fortalece a fé e favorece sua transmissão às novas gerações, fazendo do lar um verdadeiro espaço de evangelização.
Ao concluir, o arcebispo destacou a importância de fortalecer a Pastoral Familiar nas comunidades, lembrando que a evangelização do futuro passa, em grande parte, pela família, chamada a viver e testemunhar o amor de Deus no cotidiano. Em tom de síntese, afirmou: “O resultado da pastoral tem que ser homens e mulheres conformados a Cristo.”
Na parte final do encontro, os participantes se reuniram em círculos de conversa por foranias, dedicados à partilha das realidades locais, à elaboração de propostas de ação para o ano de 2026 e à eleição do casal forâneo responsável pela articulação da pastoral em cada região.
O encontro marcou o início das atividades da Pastoral Familiar neste ano, fortalecendo a comunhão entre os agentes e renovando o compromisso das famílias com a missão evangelizadora na Igreja.











